Heyyyyyy!!!!
tamo na tv!!!!!!!!!!!!!!!!!
ow mtu bom grupo!!!!!!!!
parabens msm!!!!!!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Quero parabenizar o grupo por estar cooperando e por ter conseguido achar uma boa solução para a insatisfação inicial de certos integrantes.
O grupo trabalhou bem hoje e espero darmos conta de tudo para quarta-feira apresentarmos um trabalho melhor do que já está.
Vamos lá, Artes Plásticas!!
Postado por Bia 9º ano.
O grupo trabalhou bem hoje e espero darmos conta de tudo para quarta-feira apresentarmos um trabalho melhor do que já está.
Vamos lá, Artes Plásticas!!
Postado por Bia 9º ano.
Segunda Feira
neste exato momento, estamos aparecendo na TV!!!
É uma gravação,e nós vamos aparecer na Rede Internacional de Televisão!!!
Hoje nós já tivemos uma reunião,que foi ótima!
Decidimos tudo da apresentação, até mesmo o figurino!!!!
Os seguranças tem que estar todos de preto e de óculos escuro, e os monitores de camiseta branca e calça preta!!!
Os quadros ganharam uma moldura, de papelão!
É uma gravação,e nós vamos aparecer na Rede Internacional de Televisão!!!
Hoje nós já tivemos uma reunião,que foi ótima!
Decidimos tudo da apresentação, até mesmo o figurino!!!!
Os seguranças tem que estar todos de preto e de óculos escuro, e os monitores de camiseta branca e calça preta!!!
Os quadros ganharam uma moldura, de papelão!
domingo, 2 de setembro de 2007
Dia 31 sexta-feira, o o grupo ficou na escola a tarde para fazer o trabalho.Nem todos ficaram,e alguns tiveram que ir embora mais cedo,Mas os que ficaram trabalharam.
E agora dia 3 de Setembro segunda-feira nos ficaremos na escola novamente para tentarmos finalizar o trabalho!
Postado por:Gabriela(8° ano)
E agora dia 3 de Setembro segunda-feira nos ficaremos na escola novamente para tentarmos finalizar o trabalho!
Postado por:Gabriela(8° ano)
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
23/08 Definição da forma de apresentação
Nós faremos uma espécie de exposição, com obras da Tarsila e do Portinari.As obras ficarão penduradas por fios, na quadra, onde alguns alunos sorteados dos outros grupos participarão.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Duplas e suas pesquisas:
- Max e Thomaz: A Negra e Meninos brincando.
- Bia e Letícia (9°): Manacá e biografia do Portinari.
- Gabi e Letícia: Auto-retrato e biografia Tarsila.
- Bia e Bia: Abaporu e Família desnutrida.
- Matheus, André e Danilo: desenhos.
- Loli e Thais: Carnaval em Madureira e Denise e o carneiro branco
- Max e Thomaz: A Negra e Meninos brincando.
- Bia e Letícia (9°): Manacá e biografia do Portinari.
- Gabi e Letícia: Auto-retrato e biografia Tarsila.
- Bia e Bia: Abaporu e Família desnutrida.
- Matheus, André e Danilo: desenhos.
- Loli e Thais: Carnaval em Madureira e Denise e o carneiro branco
Dia 20/08 - discussão na forma de apresentação.
Nós faremos uma espécie de exposição, com obras da Tarsila e do Portinari.
As obras ficarão penduradas por fios, na quadra, onde alguns alunos sorteados dos outros grupos participarão.
Os quadros do Portinari são:
- Auto-retrato
- Cangaceiro
- Denise com o carneiro branco
- Família de retirante.
Postado por: Bia Mauro e Bia Sene.
:)
As obras ficarão penduradas por fios, na quadra, onde alguns alunos sorteados dos outros grupos participarão.
Os quadros do Portinari são:
- Auto-retrato
- Cangaceiro
- Denise com o carneiro branco
- Família de retirante.
Postado por: Bia Mauro e Bia Sene.
:)
Dia 15/08 : Discução do tema definido.
Na apresentação serão apresentados quatro quadros de cada autor.
Dois grandes( Pot. e Tars.)- do tamanho de seis cartolinas juntas.
Dois da gráfica do pai da Bia(9°).
Quatro pequenos que nós mesmos iríamos desenhar - do tamanho de uma cartolina.
Os textos serão feitos por duas pessoas(duplas). Cada dupla pesquisará sobre dois quadros, outros sobre a biografia de Portinari e de Tarsila.
As duplas definidas serão:
- Max e Thomaz
- Bia(9°) e Letícia(9°)
-Gabi e Letícia(8°)
-Bia e Bia(7 e 8)
- Matheus, André e Danilo
- Loli eThais.
Os quadros da Tarsila são:
- A nega
- Manacá
- Carnaval em Madureira
- Abapuru.
Os quadros do Portinari ainda estão em discussão.
Postado por: Bia Sene e Bia Mauro.
Dois grandes( Pot. e Tars.)- do tamanho de seis cartolinas juntas.
Dois da gráfica do pai da Bia(9°).
Quatro pequenos que nós mesmos iríamos desenhar - do tamanho de uma cartolina.
Os textos serão feitos por duas pessoas(duplas). Cada dupla pesquisará sobre dois quadros, outros sobre a biografia de Portinari e de Tarsila.
As duplas definidas serão:
- Max e Thomaz
- Bia(9°) e Letícia(9°)
-Gabi e Letícia(8°)
-Bia e Bia(7 e 8)
- Matheus, André e Danilo
- Loli eThais.
Os quadros da Tarsila são:
- A nega
- Manacá
- Carnaval em Madureira
- Abapuru.
Os quadros do Portinari ainda estão em discussão.
Postado por: Bia Sene e Bia Mauro.
Artes plásticas
É o melhor grupo de toooodoooooooooossssssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!
aAAAAAAAAAAAAAAAAARTEEESS;;;
AAAAAAAAAAAAAAAAAARTEEEES;;;
UHUUUUUU
aAAAAAAAAAAAAAAAAARTEEESS;;;
AAAAAAAAAAAAAAAAAARTEEEES;;;
UHUUUUUU
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Participação 10 de agosto
Para que podessimos definir o trabaho os alunos tinham que trazer pesquisas sobre variados assuntos sobre a Arte Moderna.
Trouxeram pesquisa :
-> Bia Sene
-> Bia Mauro
-> Heloisa Pimenta
-> Thomaz Picelli
-> Thais (9°ano)
-> ? -pesquisa sem nome
Apesar de, a grande maioria não ter trazido a pesquisa todos trabalharam muito bem,todos participaram do assunto, foram otimos.
Trouxeram pesquisa :
-> Bia Sene
-> Bia Mauro
-> Heloisa Pimenta
-> Thomaz Picelli
-> Thais (9°ano)
-> ? -pesquisa sem nome
Apesar de, a grande maioria não ter trazido a pesquisa todos trabalharam muito bem,todos participaram do assunto, foram otimos.
Definição do trabalho 10 de agosto
* Depois de muitas discuções definimos o tema do trabalho, que será :
falar sobre dois artistas plasticos, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.
Sobre cada artista falaremos sobre as obras mais importantes , e biografia.
Postado por : Representantes - Beatriz Mauro (8°ano) e Beatriz Sene (7°ano)
falar sobre dois artistas plasticos, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.
Sobre cada artista falaremos sobre as obras mais importantes , e biografia.
Postado por : Representantes - Beatriz Mauro (8°ano) e Beatriz Sene (7°ano)
Participação 7 de agosto
Segue abaixo a participacão dos membros.
->Participaram: Max, Thomaz, Matheus, Bia Sene, Bia Mauro, Gabriela, Leticia(8º), Heloísa(8º), Bia, Thais e Leticia(9º).
->Não participaram: Danilo e André.Além de não participarem, ficaram conversando, de modo que atrapalharam.
->Trouxeram a pesquisa: Max, Thomaz, Matheus, Bia Mauro, Gabriela, Heloísa, Bia e Letícia(9º).
->Não trouxeram: Bia Sene, Danilo, André, Leticia(8º) e Thais.A Bia Sene trouxe no dia seguinte, para a pesquisa ficar junto com as outras.
Postado por: Representantes de Artes Plásticas. Beatriz Sene (7°ano) e Beatriz Mauro (8°ano)
->Participaram: Max, Thomaz, Matheus, Bia Sene, Bia Mauro, Gabriela, Leticia(8º), Heloísa(8º), Bia, Thais e Leticia(9º).
->Não participaram: Danilo e André.Além de não participarem, ficaram conversando, de modo que atrapalharam.
->Trouxeram a pesquisa: Max, Thomaz, Matheus, Bia Mauro, Gabriela, Heloísa, Bia e Letícia(9º).
->Não trouxeram: Bia Sene, Danilo, André, Leticia(8º) e Thais.A Bia Sene trouxe no dia seguinte, para a pesquisa ficar junto com as outras.
Postado por: Representantes de Artes Plásticas. Beatriz Sene (7°ano) e Beatriz Mauro (8°ano)
Ideias do Tema da reunião 7 de agosto
Ná nossa primeira reunião primeiro elegemos os 2 representantes que serão : Beatriz Mauro do 8°ano e a Beatriz Sene do 7°ano . E descutimos sobre alguns temas (que ainda estão indefinidos) que irá ver aseguir.
Os temas que nós tivemos nessa nossa primeira reunião foi :
-> Falar sobre a semana da Arte Moderna que aconteceu em 1922.
-> Falar sobre os atistas plasticos mais conhecidos.Como : Anita Mafatti , Tarsila do Amaral, Portinari e Di Cavalcanti.
Postado pelas representantes : Beatriz Mauro (8°ano) e Beatriz Sene (7°ano)
Os temas que nós tivemos nessa nossa primeira reunião foi :
-> Falar sobre a semana da Arte Moderna que aconteceu em 1922.
-> Falar sobre os atistas plasticos mais conhecidos.Como : Anita Mafatti , Tarsila do Amaral, Portinari e Di Cavalcanti.
Postado pelas representantes : Beatriz Mauro (8°ano) e Beatriz Sene (7°ano)
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
PESQUISA DO THOMAZ P.
Artes plásticas
O expressionismo (início do século XX)
Nesse periodo dois artistas expressionistas se destacam neste período: Lasar Segall e Anita Malfatti.O primeiro, ao realizar sua primeira exposição em São Paulo, mostra sua pintura cheia de cores tropicais e repleta de cenas da realidade do Brasil.Anita Malfatti choca a sociedade tradicional com suas obras expressionistas como, por exemplo, O homem Amarelo e O Japonês.
Arte Moderna : modernismo na 1ª metade do século XX
O marco desta época foi a Semana de Arte Moderna realizada em São Paulo, em fevereiro de 1922. Nesta semana, vários artistas comprometidos em mudar a cara da arte nacional se apresentaram e chocaram a sociedade. Quebraram com os padrões europeus e buscaram valorizar a identidade nacional e uma arte, cujo cenário de fundo, eram as paisagens brasileiras e o povo brasileiro. Inovaram e romperam com o tradicional. O modernismo preocupou-se muito a parte social do Brasil.Destacam-se como os artistas modernos: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery.Para valorizar a arte modernista, embora reúnam obras de vários períodos, dois museus são criados nesta época: o MASP ( Museu de Arte Moderna de São Paulo), criado pelo empresário Assis Chateaubriand e o MAM-RJ ( Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro).
Arte moderna
A arte moderna no Brasil tem uma espécie de data oficial de nascimento. É fevereiro de 1922, quando se realizou, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna. A "Semana", que apresentou eventos em diversas áreas, foi o resultado dos esforços conjugados de intelectuais, poetas e artistas plásticos, apoiados e patrocinados, inclusive financeiramente, pelos chamados "barões do café", a alta burguesia cujas fortunas vinham do cultivo e/ou exportação desse produto.
Um dos participantes e grandes apoiadores da "Semana" (assim como de todos os movimentos intelectuais progressistas das décadas seguintes) foi o poeta e crítico Mário de Andrade que, em 1942, a ela se referiu como um movimento "essencialmente destruidor". Mas não foi bem assim. Sem dúvida, a iniciativa tinha também seu caráter iconoclasta, mas construiu bem mais que destruiu. Forneceu o ponto de partida para uma estética e uma prática efetivamente do nosso século numa arte até então conservadora.. Os principais artistas plásticos que participaram da "Semana" foram os pintores Anita Malfatti (1896-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) e Emiliano Di Cavalcanti, assim como Victor Brecheret (1894-1955), o maior escultor figurativo do século XX no Brasil.
Ao longo da década de 30, a nova estética e a nova prática artística - embora se mantivessem dentro dos limites do figurativismo - foram se firmando no Brasil, tanto através da ação de grupos quanto do trabalho isolado de criadores independentes. A esse período podemos chamar, genericamente, de modernismo. Seu caráter figurativo não tinha o caráter histórico/épico que embasa, por exemplo, o muralismo mexicano. Na verdade, no Brasil não existiu uma cultura pré-colombiana desenvolvida, como a dos incas, maias e astecas; os índios brasileiros estavam num estágio muito mais rudimentar de civilização. O resgate de uma antiga identidade cultural destruída pelo colonizador europeu nunca foi, portanto, uma preocupação nacional brasileira. Isso não impede, é claro, que alguns artistas tenham tentado identificar e apreender em seu trabalho o que possa vir a ser "brasilidade".
Desde o começo da década de 30 surgem novos grupos modernistas, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como regra, não têm laços diretos com os precursores nem com os participantes da "Semana", nem o mesmo empenho em teorizar sua produção. O modernismo dos anos 20 era erudito, internacionalmente e, de certa forma, elitista. O dos novos grupos, não; queria refletir e participar diretamente da vida social. Talvez por isso, estilisticamente eram grupos algo tradicionalistas - o que não significava, entretanto, qualquer retorno ao passado acadêmico.
De 1931 a 1942 funcionou, no Rio, o Núcleo Bernardelli, cujos principais integrantes foram Bustamante Sá (1907-1988), Eugênio Sigaud (1899-1979), Milton Dacosta (1915-1988), Quirino Campofiorito (1902-1993) e José Pancetti (1904-1958). Em 1932, fundaram-se em São Paulo a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Talvez por estar em São Paulo (onde acontecera a "Semana"), a SPAM mantinha alguns laços com o primeiro modernismo. Os artistas mais importantes que dela participaram foram o imigrante lituano Lasar Segall (1891-1980), Tarsila do Amaral (1886-1973) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955). Já no CAM, o líder incontestável foi Flávio de Carvalho (1899-1973).
Finalmente, em 1935/36, ainda em São Paulo, aglutinaram-se, de maneira informal, alguns pintores que hoje chamamos de Grupo Santa Helena. Os principais foram Francisco Rebolo (1903-1980), Aldo Bonadei (1906-1974), Mário Zanini (1907-1971), Clóvis Graciano (1907-1988) e Alfredo Volpi. O Grupo Santa Helena é um excelente exemplo das mudanças ocorridas desde a "Semana". Esta fora patrocinada e usufruída pela aristocracia do café. Quanto aos artistas do "Santa Helena", eram de origem humilde, imigrantes ou filhos de imigrantes, e produziam uma arte simples, cotidiana, em certo sentido proletária.
Após os movimentos dos anos 30, a arte moderna estava, enfim, bem assentada no Brasil. Na década de 40, assiste-se ao primeiro apogeu de Cândido Portinari (1903-1962), de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), de José Pancetti (1904-1958) etc. Começam suas carreiras os escultores Bruno Giorgi (1905-1993) e Alfredo Ceschiatti (1918- 1989). Começam também a trabalhar, ainda como figurativos, vários dos futuros integrantes das tendências abstratas. Uma individualidade poderosa a registrar, a partir dessa década, e que continua em ação até hoje, é a do desenhista e gravador figurativo Marcelo Grassmann (1925), dono de um universo inconfundível, aparentado (por assim dizer) com a imemorial tradição expressionista e fantástica da arte da Europa Central. Grassmann desenha um mundo de damas e cavaleiros medievais, fantasmagorias e monstros engendrados pelo sonho da razão, como diria Goya.
Thomaz Picelli
6o ano 2007
O expressionismo (início do século XX)
Nesse periodo dois artistas expressionistas se destacam neste período: Lasar Segall e Anita Malfatti.O primeiro, ao realizar sua primeira exposição em São Paulo, mostra sua pintura cheia de cores tropicais e repleta de cenas da realidade do Brasil.Anita Malfatti choca a sociedade tradicional com suas obras expressionistas como, por exemplo, O homem Amarelo e O Japonês.
Arte Moderna : modernismo na 1ª metade do século XX
O marco desta época foi a Semana de Arte Moderna realizada em São Paulo, em fevereiro de 1922. Nesta semana, vários artistas comprometidos em mudar a cara da arte nacional se apresentaram e chocaram a sociedade. Quebraram com os padrões europeus e buscaram valorizar a identidade nacional e uma arte, cujo cenário de fundo, eram as paisagens brasileiras e o povo brasileiro. Inovaram e romperam com o tradicional. O modernismo preocupou-se muito a parte social do Brasil.Destacam-se como os artistas modernos: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery.Para valorizar a arte modernista, embora reúnam obras de vários períodos, dois museus são criados nesta época: o MASP ( Museu de Arte Moderna de São Paulo), criado pelo empresário Assis Chateaubriand e o MAM-RJ ( Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro).
Arte moderna
A arte moderna no Brasil tem uma espécie de data oficial de nascimento. É fevereiro de 1922, quando se realizou, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna. A "Semana", que apresentou eventos em diversas áreas, foi o resultado dos esforços conjugados de intelectuais, poetas e artistas plásticos, apoiados e patrocinados, inclusive financeiramente, pelos chamados "barões do café", a alta burguesia cujas fortunas vinham do cultivo e/ou exportação desse produto.
Um dos participantes e grandes apoiadores da "Semana" (assim como de todos os movimentos intelectuais progressistas das décadas seguintes) foi o poeta e crítico Mário de Andrade que, em 1942, a ela se referiu como um movimento "essencialmente destruidor". Mas não foi bem assim. Sem dúvida, a iniciativa tinha também seu caráter iconoclasta, mas construiu bem mais que destruiu. Forneceu o ponto de partida para uma estética e uma prática efetivamente do nosso século numa arte até então conservadora.. Os principais artistas plásticos que participaram da "Semana" foram os pintores Anita Malfatti (1896-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) e Emiliano Di Cavalcanti, assim como Victor Brecheret (1894-1955), o maior escultor figurativo do século XX no Brasil.
Ao longo da década de 30, a nova estética e a nova prática artística - embora se mantivessem dentro dos limites do figurativismo - foram se firmando no Brasil, tanto através da ação de grupos quanto do trabalho isolado de criadores independentes. A esse período podemos chamar, genericamente, de modernismo. Seu caráter figurativo não tinha o caráter histórico/épico que embasa, por exemplo, o muralismo mexicano. Na verdade, no Brasil não existiu uma cultura pré-colombiana desenvolvida, como a dos incas, maias e astecas; os índios brasileiros estavam num estágio muito mais rudimentar de civilização. O resgate de uma antiga identidade cultural destruída pelo colonizador europeu nunca foi, portanto, uma preocupação nacional brasileira. Isso não impede, é claro, que alguns artistas tenham tentado identificar e apreender em seu trabalho o que possa vir a ser "brasilidade".
Desde o começo da década de 30 surgem novos grupos modernistas, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como regra, não têm laços diretos com os precursores nem com os participantes da "Semana", nem o mesmo empenho em teorizar sua produção. O modernismo dos anos 20 era erudito, internacionalmente e, de certa forma, elitista. O dos novos grupos, não; queria refletir e participar diretamente da vida social. Talvez por isso, estilisticamente eram grupos algo tradicionalistas - o que não significava, entretanto, qualquer retorno ao passado acadêmico.
De 1931 a 1942 funcionou, no Rio, o Núcleo Bernardelli, cujos principais integrantes foram Bustamante Sá (1907-1988), Eugênio Sigaud (1899-1979), Milton Dacosta (1915-1988), Quirino Campofiorito (1902-1993) e José Pancetti (1904-1958). Em 1932, fundaram-se em São Paulo a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Talvez por estar em São Paulo (onde acontecera a "Semana"), a SPAM mantinha alguns laços com o primeiro modernismo. Os artistas mais importantes que dela participaram foram o imigrante lituano Lasar Segall (1891-1980), Tarsila do Amaral (1886-1973) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955). Já no CAM, o líder incontestável foi Flávio de Carvalho (1899-1973).
Finalmente, em 1935/36, ainda em São Paulo, aglutinaram-se, de maneira informal, alguns pintores que hoje chamamos de Grupo Santa Helena. Os principais foram Francisco Rebolo (1903-1980), Aldo Bonadei (1906-1974), Mário Zanini (1907-1971), Clóvis Graciano (1907-1988) e Alfredo Volpi. O Grupo Santa Helena é um excelente exemplo das mudanças ocorridas desde a "Semana". Esta fora patrocinada e usufruída pela aristocracia do café. Quanto aos artistas do "Santa Helena", eram de origem humilde, imigrantes ou filhos de imigrantes, e produziam uma arte simples, cotidiana, em certo sentido proletária.
Após os movimentos dos anos 30, a arte moderna estava, enfim, bem assentada no Brasil. Na década de 40, assiste-se ao primeiro apogeu de Cândido Portinari (1903-1962), de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), de José Pancetti (1904-1958) etc. Começam suas carreiras os escultores Bruno Giorgi (1905-1993) e Alfredo Ceschiatti (1918- 1989). Começam também a trabalhar, ainda como figurativos, vários dos futuros integrantes das tendências abstratas. Uma individualidade poderosa a registrar, a partir dessa década, e que continua em ação até hoje, é a do desenhista e gravador figurativo Marcelo Grassmann (1925), dono de um universo inconfundível, aparentado (por assim dizer) com a imemorial tradição expressionista e fantástica da arte da Europa Central. Grassmann desenha um mundo de damas e cavaleiros medievais, fantasmagorias e monstros engendrados pelo sonho da razão, como diria Goya.
Thomaz Picelli
6o ano 2007
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Bem-vindo ao Túnel do Tempo
Caro aluno:
Neste espaço, você poderá trocar idéias com seus colegas de grupo, entrar em contato com seu orientador e postar seus relatórios de reunião, pesquisas etc.
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